Blog do Murilo Gitel

Uma mistura de literatura e jornalismo. Editor responsável: Murilo Gitel - estudante de Comunicação Social com Jornalismo nas Faculdades Jorge Amado, estagiário na TVE-BA e na Assessoria de Imprensa do Galícia Esporte Clube.

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Uma mistura de literatura e jornalismo. Editor responsável: Murilo Gitel - estudante de Comunicação Social com Jornalismo nas Faculdades Jorge Amado, estagiário na TVE-BA e na Assessoria de Imprensa do Galícia Esporte Clube.
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Terra Blog

Arquivo de: Janeiro 2008

31.01.08

Muito Estranho (Cuida bem de Mim)

Na foto, o compositor e intérprete Dalto. Crédito da foto: www.daltocantorecompositor.com.br

Composição: Dalto e Cláudio Rabelo

Hum, mas se um dia eu chegar
Muito estranho
Deixe essa água no corpo
Lembrar nosso banho
Hum, mas se um dia eu chegar
Muito louco
Deixe essa noite saber
Que um dia foi pouco
Cuida bem de mim
Então misture tudo
Dentro de nós
Porque ninguém vai dormir
Nosso sono

Hum, minha cara pra que
Tantos planos
Se quero te amar e te amar
E te amar muitos anos
Hum, quantas vezes eu quis
Ficar solto
Como se fosse uma lua
A brilhar no teu rosto
Cuida bem de mim
Então misture tudo
Dentro de nós
Porque ninguém vai dormir
Nosso sono...

OUÇA A CANÇÃO

30.01.08

Hoje é dia de Eu Mereço aqui no blog!

Arte Gráfica: Zeca de Souza

Por Alex Jordan*

"Tentava o tempo todo me levar para a igreja, e depois disse que não daríamos mais certo, já que eu era “mundano”. Cada um foi para um canto e nem a amizade continuou. "

  Alguém conhece aquela piada do português que sempre cai na casca de banana? Não dá para contar toda, não teria graça, então vamos ao final dela. Ele sempre cai na mesma casca que arremessa longe, e no final, ele, ao ver a mesma casca diz:
- Raios, vou cair de novo!
  Achou engraçado? Não era para ter graça mesmo e sim para ter como iniciar este texto, já que o português não é o único que “prevê” a própria queda.
Energia negativa, pensamento negativo, urucubaca, sensitivo, dejá vu, chamem como quiser, mas se tratando em adivinhar que minhas ações vão acabar mal eu sou “expert”.
  Quando eu era pequeno... Sei... “Mais um exemplo do passado”, sim é mais um mesmo, e não adianta me mandar ir a um psicólogo, pois não tenho dinheiro para isso, mas se alguém se prontificar a pagar umas horinhas eu vou (sempre tive curiosidade de saber como é que se iniciam as conversas no divã).
  Voltando, quando eu era criança, meu irmão colocava duas cadeiras separadas e cobriam-nas com um lençol. Ele garantia que era uma ponte segura e que eu podia atravessar sem medo.     Enquanto eu estava pisando na cadeira estava tudo bem, depois que pisava no lençol, tomava uma queda daquelas.
   Essa brincadeira resultou em menos dois dentes meus. Mais tarde, meu irmão ganhou fama no Brasil todo com suas peripécias na área da construção civil. Seu nome: Sérgio Naya (risos). Brincadeira viu, antes que queiram me apedrejar na rua. Foi só para não perder a piada. Mas essa até uma criança de quatro anos saberia que não ia dar certo andar sobre lençóis. Concordo, já que essa era a minha idade quando isso aconteceu. Então fica a pergunta: por que continuou andando já que sabia que ia se estabocar no chão? Não sei, sinceramente não sei.
   Muito tempo depois, mais precisamente 18 anos, eu conheci uma mulher que era religiosa. A primeira coisa que ela me disse foi que era testemunha de Jeová, a segunda foi se eu me importava. Lógico que minha resposta foi que não ligava para isso. Fiquei com a pulga atrás da orelha, sabia que me relacionar com alguém que pensa tão diferente de mim não daria certo. Resolvi arriscar mesmo assim. Eu não me importava, ou melhor, não me importo, mas ela sim. Tentava o tempo todo me levar para a igreja, e depois disse que não daríamos mais certo, já que eu era “mundano”. Cada um foi para um canto e nem a amizade continuou.
  Já a segunda-feira desta semana foi o primeiro dia de aula de 2008. É! A faculdade que estudo não quer perder tempo! Afinal tempo é tutu! Eu estava com a sensação de que perderia meu Salvador Card. Sério, juro. Eliminei algumas coisas que fazia espaço na carteira para não colocá-lo no bolso. Essa sensação me acompanhava o tempo todo. A toda hora eu checava a carteira para ver se ainda estava o cartão lá. A noite chegou e a professora reclamava a todo instante da minha conversa. O engraçado é que se existe conversa há alguém com quem se converse e ela só reclamava comigo, a estigma do semestre passado. Após a aula fui ao laboratório fazer o de sempre (MSN, Orkut, e-mails, torpedos), pensei em pedir uma carona e deixar para depois a internet, só que a fome falou mais alto e eu corri para o mundo virtual.
  O laboratório já era para ter fechado, eu tentando me despedir das pessoas. Sai às pressas com medo de que eu tivesse perdido o... Que Salvador Card que nada, estava com medo de ter perdido o ônibus. Foi quando minha professora me ofereceu uma carona, aceitei lógico. Conversamos sobre algumas mudanças da faculdade, grade das matérias, métodos de ensino adotados pela instituição e nem tive tempo de perguntar sobre os boatos da venda das FJA.
  Quando chegou ao meu ponto, que desci do carro todo desajeitado, uma vez que ainda não me acostumei a ter 1,90cm, senti que tinha derrubado algo. Como ela estava com o carro no ponto, não quis atrapalhar mais do que eu já tinha atrapalhado e segui. A minha intuição voltou e fui olhar nos bolsos. Esqueci de falar que antes dela me oferecer a carona eu tinha tirado o bendito cartão e colocado no bolso, que agora se encontrava no carro. Foi quando eu suspirei e falei baixinho: “Raios vou cair de novo!”

*Alex Jordan tem 22 anos e é estudante do sexto semestre de Jornalismo nas Faculdades Jorge Amado, em Salvador-Ba. Estagiou recentemente na TV Educativa e é o único cara que eu conheço que curte Ramones sem fumar maconha...

Fale com o Alex: revolucionario341@hotmail.com


29.01.08

Intermitências

categorias: Poesias

Uma carta recebida em um julho qualquer
e o cheiro do perfume dela no livro que não li
são lembranças do amor que menos e mais vivi
prisioneiro de circunstâncias, descobrindo a primeira mulher

Fantasmas invisíveis me assaltam à noite
perturbam a tranquilidade do sono que nunca tive
cessam meus sonhos, me vejo em declive
provocam barulhos, me tomam de açoite

São intermitências de um passado passageiro
tal qual paradoxo de um crente na transmigração das almas
que só aspira uma taça de vinho e o ressonar de outras noites mais calmas



28.01.08

Alerta contra a violência

categorias: Opinião, Comunicação

  Assaltos à ônibus, homicídios e furtos são cada vez mais constantes em Salvador. A Central de Telecomunicações das Polícias Militar e Civil (Centel) registra uma média de nove assassinatos à cada 24 horas na capital baiana e a tendência é a de que esta estatística cresça durante os dias do carnaval. Uma das avenidas mais visadas pelos criminosos ultimamente é a Mário Leal Ferreira, que começa no viaduto do Aquidabã, nas proximidades do estádio da Fonte Nova e vai até o shopping Iguatemi.
  É impressionante à facilidade que os delinquentes têm encontrado para assaltar os coletivos nessa região da cidade. Eles preferem os ônibus da linha intermunicipal, pois estes não dispõe de cofres e suporte para o Salvador Card, o que faz com que o dinheiro fique concentrado nas mãos do cobrador (sem contar os passageiros...), ao contrário do que ocorre com os veículos que circulam apenas em Salvador.
  Minha mãe foi assaltada justamente na divisa da Mário Leal Ferreira com a Paralela, em um ônibus da linha Ribeira/Itinga, há duas semanas. Nada menos do que sete ladrões, sendo cinco homens e duas mulheres subiram no coletivo nas proximidades do Salvador Shopping e se sentaram no fundo do veículo. Poucos minutos depois eles anunciaram o assalto, promovendo uma verdadeira "limpa". Não é a toa que o ideal é sempre sentar na frente e sempre no lado da janela. Isto porque os criminosos encontram mais facilidade em roubar as pessoas que estão na parte de trás e no corredor.
  É claro que eu não vou fazer aqui um discurso hipócrita como o apresentador global Luciano Huck fez na Folha de S. Paulo depois de terem usurpado o seu pomposo Rolex na Avenida Paulista. Ocorreu com a minha mãe o assalto e com muitas outras pessoas e isto já virou rotina na Salvador abandonada pelo poder público. Precisamos mesmo é ficarmos alertas, enquanto permanecemos de mãos atadas.

24.01.08

Jorge Amado foi vendida por 24 milhões de reais

As Faculdades Jorge Amado, de Salvador, foram vendidas por 24 milhões de reais ao centro universitário norte-americano Whitney. Esta não é a novidade. O que há de novo nisso é a revelação do valor da negociação, graças a uma empresa de consultoria. Detalhe: a promessa do grupo da terra de Tio Sam, que adquiriu as FJA em 2007 é a de investir a quantia em melhorias na estrutura da instituição, bem como da Casa de Jorge Amado, situada no bairro Rio Vermelho.
A questão é: em mais de um ano de parceria, nada foi feito, salvo a ampliação do número de máquinas de Nescafé nos andares dos prédios... Dá para acreditar?

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