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Foto: Haroldo Abrantes / Agência A Tarde

Para coordenador do curso de medicina da Ufba, os baianos tem baixo Q.I
"Baiano toca berimbau porque só tem uma corda (...) O Olodum é uma escola de fazer barulho (...) O baixo Q.I dos alunos justifica o péssimo resultado no Enade"
As afirmações acima não são dos humoristas do Casseta e Planeta, tampouco do Pânico da TV ou do recente Custe o Que Custar, da TV Bandeirantes. São de um baiano, coordenador do curso de medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Antônio Natalino Dantas, 69, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo e a Band News, quando atribuiu o conceito nota 2 e a colocação do curso entre os 17 piores do país no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 2007, ao que chamou de baixo coeficiente de inteligência dos alunos (Q.I).
Para Dantas, que se considera "sincero" em vez de "polêmico" , o berimbau é a prova maior do que chamou de "falsa superioridade" dos baianos em relação a aspectos do conhecimento e da cultura. "O berimbau, por exemplo, que é tido como um dos símbolos da Bahia só tem uma corda. É por isso que baiano toca. Se tivesse duas cordas a mais, ou seja, uma pítara, os baianos não conseguiriam", disse a Band News.
O reitor da Ufba, Naomar Almeida, lamentou que a Universidade tenha uma pessoa com esses pensamentos fazendo parte da instituição. Ele afirmou que vai adotar 'medidas firmes' em relação ao professor, mas não disse quais atitudes seriam essas. Segundo Naomar, a Universidade Federal da Bahia deve emitir nota oficial até o final desta tarde.
Já o presidente do bloco afro Olodum - um dos mais tradicionais da Bahia, João Jorge, declarou que prefere acreditar que não é verdade que o coordenador de medicina da Ufba teria dado tamanha declaração a respeito da entidade, antes de se pronunciar oficialmente.
Penso que o professor Dantas é mais um daqueles pseudo-intelectuais etnocêntricos, que não estudaram direito a antropologia e desconhecem a cultura do próprio lugar de onde nasceram. Ele deve acreditar em alta e baixa cultura, em diferença de Q.I's de negros e não-negros, que a Europa é o centro do universo e que toda a produção cultural baiana reflete um suposto atraso típico dos seres tupiniquins.
Duvido muito que já tenha tentado tocar berimbau ou qualquer instrumento de percussão. Do contrário, o professor Dantas não teria afirmado que o baiano consegue tocar berimbau porque só tem uma corda.
É a síntese da ignorância e do racismo enrustido, travestido de intelectual acadêmico.

criado por Murilo Gitel
18:09:28
Nasceu o meu sobrinho Otávio, no último sábado, 26 de abril. É o primeiro filho de minha irmã Valeska. Meu terceiro sobrinho e sexto afilhado. Também é o primeiro ser de minha família que nasce na Bahia. É mais um "baiúcho" em nosso meio. O guri é tudo isso e é muito mais que isso. É uma vida única, singular, insubstituível, o belo Otávio. Veio a este mundo às 5h55 do último sábado, no hospital da Sagrada Família, em Salvador. Mamãe Oxum abençoou o ventre de minha irmã.
Estou bastante embasbacado com a chegada de Otávio. Ele já tem nome de imperador, espero, portanto, que impere, que conquiste grandes amizades, atraia benéficos fluídos e acrescente muita luz a este mundo cada vez mais carente de sentimentos bonitos e sinceros.

Confesso que fiquei muito emocionado quando minha irmã me disse que gostaria que ele fosse, no futuro, um homem igual ao padrinho dele. Mas, no fundo, no fundo, rejeito esse desejo e irei fazer de tudo um pouco para que ele seja muito, mas muito melhor do que eu.
Até mesmo os erros de Otávio precisam ser novos erros.

criado por Murilo Gitel
16:17:21
Texto do jornalista, escritor e comentarista gaúcho Paulo Sant'Ana, publicado em Zero Hora nesta quinta-feira, 24 de abril.
Uma profissão perigosa, essa de jornalista. Quase todos os dias aparece um espertalhão querendo se valer ou do anonimato, ou da calúnia para espetar alguém. E a responsabilidade vai ser quase sempre do jornalista.
Plantar notícia em jornal é quase tão freqüente quanto mau-caratismo de gente bem graduada ou filhotismo que pretende passar para trás alguém que possui maior mérito. (Leia mais)

criado por Murilo Gitel
16:57:05
Arte gráfica: Augusto Mattos
Se triste é a pátria que precisa de heróis, que a nossa pátria triste possa ter diversos heróis como o "Ninguém - o herói do povo", criado pelo cartunista baiano Augusto Mattos. Tive acesso a animação deste talentoso artista ao observar, da janela lateral do Ribeira/Pituba, via ACM, o grafite do herói soteropolitano com cabeça de ponto de interrogação em um viaduto, com a inscrição: "Vejam no Youtube".
O roteiro em 'baianês' é simplesmente maravilhoso e hilário, mas semioticamente falando, trata-se de uma animação coberta de signos que comunicam aspectos sociais muito presentes no nosso cotidiano.

criado por Murilo Gitel
11:44:26
Crédito da foto: G1
"Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra" - Trecho do hino do Rio Grande do Sul (Hino da Revolução Farroupilha).
Estou extasiado. Estou em estado de graça. Estou prestes a ter uma parada cardíaca. Como o futebol mexe comigo. Como o Internacional me satisfaz, me alegra, me irradia de luz. Na semana passada, o Inter perdeu de 2x0 para o Paraná Clube em Curitiba, pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil. Logo, apenas uma vitória alvirrubra nesta quarta-feira, 23 de abril, por, no mínimo três gols de diferença, seria suficiente para manter o time vivo na competição, eliminando o adversário e se classificando para as quartas-de-final.
O Inter fez 5x1 no Paraná. E o contexto de tamanho feito? É por conta das circunstâncias, muito mais do que pelo elástico placar, que estou tão emocionado com o clube do meu coração. Vamos a ele. Além da larga vantagem do tricolor paranaense, o colorado não contou com os dois principais jogadores do grupo na atualidade: Guiñazu e Alex, ambos machucados. Mais do que isso: tomou um gol logo aos 4 minutos de jogo, uma verdadeira tragédia levando-se em consideração a importância de um gol fora de casa na Copa do Brasil. O Internacional precisaria, com o tento sofrido, marcar no mínimo quatro gols, sem levar mais nenhum. Haja psicologia...
Quase que me esqueço: aos 10 minutos, o volante Jonas bateu com a cabeça no chão e sofreu um leve traumatismo craniano. Mas o Inter não se abateu com todas essas calamidades. Antes disso, aos 5 minutos, os 42.439 torcedores que foram ao Beira-Rio assistiram a Andrezinho (foto a esquerda) empatar o jogo. Ainda no primeiro tempo, o zagueiro Índio e o mesmo Andrezinho do gol de empate ampliaram o escore: a primeira etapa terminara 3x1 Internacional. Ainda faltava um gol (sem poder levar nenhum).
No segundo tempo, o Inter veio para o "abafa" em cima do Paraná. Valia o futuro na Copa do Brasil, um tudo ou nada, a classificação ou a eliminação. Impossível de se livrar dessas dicotomias que o futebol nos apresenta. E o volante Magrão, como um verdadeiro centroavante, fez o quarto gol do colorado aos 18 do segundo tempo. No final, aos 47, Fernandão, de pênalti, fechou o placar nesta noite que entrou para as páginas douradas da história do Internacional.
E o sofrimento do blogueiro, em Salvador, ouvindo o jogo pela rádio, via internet???
É bom demais ser Colorado. É bom demais ser gaúcho. É bom demais ter este sangue Farrapo revolucionário correndo nas veias. E eles não entendem esse nosso bairrismo. É compreensível. Nós somos assim porque nós não acreditamos em terra acabada. Nós somos assim porque nós reescrevemos a história quando ela nos é adversa. E todas as nossas façanhas e conquistas foram frutos de muito sacrifício, renúncia e doação.
"Não tá morto quem luta, quem peleia".

criado por Murilo Gitel
00:56:16