Blog do Murilo Gitel

Uma mistura de literatura e jornalismo. Editor responsável: Murilo Gitel - estudante de Comunicação Social com Jornalismo nas Faculdades Jorge Amado, estagiário na TVE-BA e na Assessoria de Imprensa do Galícia Esporte Clube.

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Uma mistura de literatura e jornalismo. Editor responsável: Murilo Gitel - estudante de Comunicação Social com Jornalismo nas Faculdades Jorge Amado, estagiário na TVE-BA e na Assessoria de Imprensa do Galícia Esporte Clube.
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Terra Blog

Categoria: Ensaios

31.08.06

(Continuação).

categorias: Ensaios

Logo me veio à memória aquele trecho da música dos não-menos hilariantes Mamonas Assassinas: “E imagine os cachorros que comem as irmãs, suas mães e as tias”, este relacionado ao incesto entre os animais irracionais, evidentemente.
Quanto ao impacto do tema que escolhi para desenvolver o meu primeiro Ensaio em âmbito acadêmico não tive surpresa. As reações foram unânimes:“Nossa! Incesto? Pesado, não? Estou curioso, mande o texto para o meu e-mail quando este estiver concluído”. Confesso que analisei os temas já definidos pelos outros futuros jornalistas antes de tomar minha decisão. Entre alguns dos temas, lá estavam à insensatez do amor, o estereótipo de felicidade imposto pela sociedade, a Copa do Mundo, consciência no trânsito, Ensaio sobre a própria mãe, entre outros.
Cheguei à conclusão de que muito já se foi debatido sobre a importância ou não dos assuntos que acima citei. Portanto, quis falar sobre um lugar, uma ilha que sempre existiu e existe em todos os tempos, em todas as sociedades, mas que poucas pessoas se atreveram a visitá-la ou ao menos estudá-la.
A rede internacional de computadores estimulou a instantaneidade da informação pelos quatro cantos do mundo. Não é concebível continuarmos acompanhando os dogmas arcaicos e hipócritas erguidos pelas instituições religiosas conservadoras que insistem não discutir os tabus até aqui intocáveis. Não se trata de apologia ao incesto. Você pode não concordar com a prática do incesto para a sua vida, para o seu mundo, assim como pode não concordar com a homossexualidade e com a causa Palestina para o seu próprio mundo, sua realidade. Nem por isso, terá o direito de aplicar uma sanção social aos praticantes do incesto, isolando-os cada vez mais, nem agredirá um homossexual na

(Continuação).

categorias: Ensaios

rua, tampouco sentenciará que todos os palestinos são terroristas e que estes deveriam desaparecer do mapa.
De que adianta sermos os construtores do século XXI se permanecemos pensando como os nossos avós? Será que a fragilidade deste mundo doente em que vivemos nada mais seria do que a conseqüência da estatização absurda dos pedreiros que o tem construído? Quantos de nós não repisamos tudo aquilo que as gerações passadas estabeleceram nos primórdios dos seus respectivos séculos? Quantos de nós não nos libertamos dos grilhões impostos pelo clero, pela burguesia política e por todas as classes dominadoras de todos os tempos? E quantos de nós podemos dizer que praticamos aquilo que pregamos, e que a hipocrisia não possui morada nas nossas bocas?
Caso um único leitor deste ensaio possa ter refletido sobre uma única das indagações acima, então, o meu objetivo já terá sido alcançado.
Porque até então, somos homens na esfera da biologia e da genética. E somos bárbaros na estagnação dos nossos pensamentos preconceituosos e sombrios.