Blog do Murilo Gitel

Uma mistura de literatura e jornalismo. Editor responsável: Murilo Gitel - estudante de Comunicação Social com Jornalismo nas Faculdades Jorge Amado, estagiário na TVE-BA e na Assessoria de Imprensa do Galícia Esporte Clube.

Blog do Murilo Gitel

Uma mistura de literatura e jornalismo. Editor responsável: Murilo Gitel - estudante de Comunicação Social com Jornalismo nas Faculdades Jorge Amado, estagiário na TVE-BA e na Assessoria de Imprensa do Galícia Esporte Clube.
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Terra Blog

Categoria: Reportagens

11.08.08

Meu primeiro livro

Meu primeiro livro já está no forno. Em parceria com o colega e amigo Alex Jordan - colunista aqui do Blog - a obra será um perfil histórico sobre Benjamim Ferreira de Souza, um dos baianos mais aguerridos durante o período da Ditadura Militar no Brasil, os chamados "Anos de Chumbo", que durou de 1964 à 1985.

Trata-se também de nossa Tese de Conclusão de Curso (TCC) na faculdade de jornalismo. Nos formaremos em julho de 2009 e publicaremos o livro, que contará com entrevistas reveladoras em relação a tudo o que já foi escrito a respeito das duas décadas de opressão promovida pelos militares, apoiados por diversos setores da sociedade, dentre os quais boa parte dos próprios grupos de comunicação.

É mais um grande objetivo perto de ser concretizado. Ao mesmo tempo, empregamos o exercício do caráter do jornalismo já mencionado por Cláudio Abramo, no que diz respeito a colaborar com o desenvolvimento da sociedade, publicando um conteúdo de interesse público, que visa prolongar a memória sobre uma das páginas mais delicadas da história do País.

"Os sonhos não envelhecem".

04.08.08

Meu primeiro filme


Caboclo pediu, Alabê tocou acaba de ser finalizado. Este é o meu primeiro filme. Trata-se de um documentário concebido inicialmente para ser um trabalho acadêmico, mas que ganhou ares fílmicos graças ao profissionalismo da colega e editora Daiane Sales. As imagens registram uma sessão de caboclos - entidades espirituais indígenas e sertanejas, realizada no primeiro semestre deste ano, no terreiro de Candomblé Ilê Axé Teodomin (Nação Ketu), na localidade de São João do Cabrito, bairro de Plataforma, Subúrbio Ferroviário de Salvador.

Além da direção do curta, o blogueiro atuou como repórter cinematográfico. Mas o trabalho não existiria sem uma equipe competente formada pelos também futuros jornalistas Alex Jordan (colunista do Blog), Clara Corrêa, Daiane Sales, Michelle Brazil e Uilton Conceição.

O principal objetivo de Caboclo pediu, Alabê tocou é tornar pública a importância dos alabês nos rituais do Candomblé. Eles são os responsáveis pelos toques de atabaques e todos os demais instrumentos musicais que tenham a capacidade de evocar Orixás, Caboclos, Eguns e todos os demais guias. É a relação destes toques com os pontos cantados, somados com o ritual em si que formam o foco do nosso doc.

Numa cidade formada por mais de 80% de negros, atrás em todo o mundo apenas de Lagos-NIG é curioso que a ignorância reine quando o assunto são os rituais oriundos da ancestralidade do continente africano. Pelo menos nos últimos três séculos têm sido assim. O homem branco demoniza os cultos dedicados aos deuses da África e as igrejas católicas e pentecostais povoam o imaginário de crentes alienados por meio de mitificações segregadoras, em se tratando de Século XXI.

Daí a importância da obra. Um muito obrigado bem especial ao Babalorixá João Carlos Ferreira, ao alabê Antônio (Pai Grilo), ao caboclo Raio de Sol, ao Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao) da Universidade Federal da Bahia (Ufba), ao cineasta e professor Serafim Corrêa,  aos frequentadores do terreiro Ilê Axé Teodomin, moradores do bairro de Plataforma e ao curso de Comunicação Social do Centro Universitário Jorge Amado, na figura do coordenador Bernardo Carvalho.

Em breve no Youtube!

01.07.08

25 de Março: contrabando, consumo e trabalho

 Foto: Marcelo Min/Fotogarrafa


A fiscalização contra os camelôs é constante na 25 de Março.

Quem já esteve em São Paulo e jamais comprou um artigo da Rua 25 de Março, que atire a primeira pedra! Brincadeiras à parte, o local está certamente entre os mais procurados para o consumo de produtos nacionais e importados no Brasil. O baixo preço oferecido pelos comerciantes, consequência direta da ausência de pagamento de impostos e do contrabando faz com que milhares de pessoas, diariamente, circulem pelos centros comerciais, galerias e bancas, com destaques para os aparelhos eletroeletrônicos.

Estive lá nesta segunda-feira (1/7) e pude comprovar mais uma vez o que as pessoas já comentavam. De fato, a '25' é uma verdadeira tentação. Perfumes importados que costumam ser vendidos nas lojas dos shopping's por R$120 podem ser encontrados na Galeria Pagé po R$26. Um MP5 sai por R$120, enquanto os MP 4 mais baratos já são vendidos por R$50.

Em quatro horas de peregrinação pela localidade, vi de tudo um pouco. Três abordagens dos agentes fiscalizadores aos camelôs não credenciados seguidas de muita correria; vendedores de massageadores testando o aparelho nos transeuntes e sem avisá-los (o que acaba causando muita confusão para os que não têm muito senso de humor...); calcinhas à R$1 e um chinês com uma fotografia espelhada do maior contrabandista da história do país, Lan Kin Chon, exibida como um pôster em uma galeria onde belos relógios são vendidos a partir de R$8. Só para citar alguns exemplos.

- Olha o rapa! Corre! Toma vergonha na cara, filho da p..., vai prender ladrão, dizia um dos ambulantes, correndo com a mercadoria enrolada em uma lona.

Um estudo recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 45% dos trabalhadores brasileiros estão no mercado informal, sem carteira assinada. Estes dados refletem os números alarmantes de desempregados no país. Na 25 de Março, onde há muito trabalho também, boa parte destes homens e mulheres de várias faixas etárias suam muito todos os dias para ganhar o pão de cada dia, e a problemática da falta de pagamento quanto aos impostos e do contrabando ilegal ganham, assim, margens para discussões mais complexas, que os governos deveriam tratar com mais seriedade.

 

 

 

 

26.06.08

Theatro Municipal de SP será reformado

 Foto: Murilo Gitel - 25/06/2008


Cartão postal da cidade, Theatro Municipal será reformado antes do centenário.

Tudo começou em 12 de setembro de 1911, com a ópera "Hamlet", de Ambrósio Thomas. Desde então, o Theatro Municpal de São Paulo (foto) passou a ser referência na vida cultural paulistana. Os arquitetos italianos Ambroziano e Cláudio Rossi foram fundamentais na construção do espaço, que, quase cem anos depois de terminado, passa por sérias complicações estruturais.

Por essa razão, a prefeitura de São Paulo anunciou nesta semana que irá reformar o Theatro ainda em 2008.

Apresentaram-se neste século nomes como Caruso, Callas, Ruffo, Schipa, Bidu Saião, Olenewa, Nijinski, Toscanini, Alonso, Pavlowa, Rubisntein, Gigli, Guiomar Novaes, Duncan, Tagliaferro, Fonteyn, e as personalidades que organizaram, em 1922, a Semana de Arte Moderna. Em 1951 o Teatro sofreu radical modernização, coordenada pelo arquiteto Tito Raucht. Novos pavimentos foram criados na área dos camarins, ampliando sua capacidade de acomodação. Na sala de espetáculos suprimiram-se os camarotes em todas as ordens, apenas 11 foram mantidos. Toda a área restante foi transformada em balcões.

Decisão 'eleitoreira' ou não, certo é que todos os amantes da arte agradecem.