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criado por Murilo Gitel
16:51:22
Meu primeiro livro já está no forno. Em parceria com o colega e amigo Alex Jordan - colunista aqui do Blog - a obra será um perfil histórico sobre Benjamim Ferreira de Souza, um dos baianos mais aguerridos durante o período da Ditadura Militar no Brasil, os chamados "Anos de Chumbo", que durou de 1964 à 1985.
Trata-se também de nossa Tese de Conclusão de Curso (TCC) na faculdade de jornalismo. Nos formaremos em julho de 2009 e publicaremos o livro, que contará com entrevistas reveladoras em relação a tudo o que já foi escrito a respeito das duas décadas de opressão promovida pelos militares, apoiados por diversos setores da sociedade, dentre os quais boa parte dos próprios grupos de comunicação.
É mais um grande objetivo perto de ser concretizado. Ao mesmo tempo, empregamos o exercício do caráter do jornalismo já mencionado por Cláudio Abramo, no que diz respeito a colaborar com o desenvolvimento da sociedade, publicando um conteúdo de interesse público, que visa prolongar a memória sobre uma das páginas mais delicadas da história do País.
"Os sonhos não envelhecem".

criado por Murilo Gitel
21:19:26
Arte gráfica: Zeca de Souza/TVE-Ba
Por Alex Jordan*
Meu cabelo sempre foi uma das coisas que mais chamam a atenção em mim, só perdendo para a minha magreza. Tenho tantas histórias sobre minhas madeixas, quanto fios de cabelos, quer dizer, tinha...
Quando criança, meu cabelo sempre foi o “Black” a la Jackson Five. Nunca me causou nenhum problema. Talvez, esse tenha sido o motivo pelo qual sempre o deixei crescer. Quer dizer, tive um problema com ele sim, era gurizinho e peguei os famosos piolhos. Foi um terror. Não sei por que a equação criança + escola sempre tem como resultado os piolhos. Nem assim cortei o cabelo. Recordo-me de minha mãe me xingando, passando o conhecido pente fino e se admirando com o tamanho dos bichos. A coceira que dava era insuportável e denunciava o meu estado. Na primeira coçada já era dado o alerta vermelho. As demais pessoas corriam para um local seguro (um abrigo antiaéreo) e depois de muito tempo vinha minha mãe com uma roupa anti-radiação e catava os piolhos. Em alguns momentos, ela me deixava sozinho para tomar um ar.
Algumas vezes, cortava o cabelo e não me acostumava com o fato de sentir a água tocando a cabeça diretamente, era muito estranho. Outra coisa que se tornou o meu Transtorno Obsessivo Compulsivo (Toc) foi à mania de passar a mão no cabelo, no sentido contrário. Isso dava uma sensação de espinho e sabe lá o porquê, não parava de fazer isso. Tive vários anos de sessões em um psicólogo para perder essa mania. Na verdade, não gastaria dinheiro à toa. Psicólogo de pobre é o melhor amigo. Ouve tudo meio sem saco e no final diz algo que já sabia. Li certa vez que conselho é aquilo que você pergunta, mas já sabe a resposta, mas não quer ouvir. E no meu caso, bastaram algumas chineladas e adeus toc!
Esse não foi meu único toc com relação à peruca, apelido que ganhei de uma menina de quatro anos que jurava que ele não era real, quando comecei a usar tranças no cabelo e elas cobriam o meu rosto, dava uma jogada na cabeça para o lado entortando-a para a trança sair do meu campo de visão. Pouco tempo depois, parecia que eu estava fazendo um passo da coreografia de Thriller, de Michael Jackson. Sem perceber comecei a fazer esse gesto mesmo estando com o cabelo trançado. Algumas pessoas confundiam o ato com um ataque epilético.
Uma vez encostei em uma árvore e a resina (sem sacanagem) grudou no meu cabelo. De início, pensaram que era chiclete, pois o troço não sai de jeito nenhum e disseram que eu teria que cortar o cabelo. Não tinha mais problemas com o fato de cortá-lo, já que isso ajudava no processo de socialização. Nessa época passei a pentear o cabelo com uma ‘pata pata’, isso era o máximo. Quando o cabelo crescia não dava mais para usar o pente de nome engraçado e eu não penteava mais. Depois de muitas tentativas, em um ato de loucura minha mãe jogou azeite de dendê no meu cabelo. Pensei que fritaria um acarajé em minha cabeça e a ofereceria a Iansã, mas para minha surpresa a resina saiu, mas deixou o cheiro do azeite. Eparrêi!
Estudei com um colega que tinha muita habilidade com desenho. E o hobbie dele era fazer caricatura dos amigos de sala. O desenho que e retratava nem preciso dizer era um sujeito magro jogando vídeo game e com um cabelo imenso, onde tudo saia dele, que nem o capitão caverna. A diferença é que os objetos que o Capitão Caverna guarda não ficam a mostra. É... Pouca coisa mudou daquela época para hoje.
Mas com certeza a história que mais marcou minha vida com relação a cabelo foi meu moicano. A cabeleira imensa e eu só esperando as aulas acabarem. Fui à casa de um amigo e pedi para ele fazer este corte. Ao sair na rua com o cabelo raspado apenas dos lados, ouvia cada coisa, até de rastafari e Bin laden me chamavam (ele mesmo, o “terrorista” que ficou famoso depois dos atentados do dia 11 de setembro de 2001 e que em minha rua ganhou um corte radical). Agora, como eles sabiam que ele era adepto do moicano, uma vez que ele só aparece em público de turbante.? O resultado desse estilo foi uma expulsão de casa. Ainda me lembro meu pai mandando eu nem entrar e minha mãe aos prantos, que soluçava perguntando a deus o que ela fez para merecer aquilo. Puxa, esqueceram de me avisar que cortar cabelo daquele jeito era crime com punição de expulsão do convívio familiar. A reação foi bem pior do que a dos tempos de piolhos.
Mas minha história capilar está longe do fim. Há quase seis anos que não corto, devido ao choque que levei ao ver a foto da carteira de trabalho com a cabeça pelada. Pode parecer estranho, mas o que mais me fez sentir negro não foi o meu tom de pele, mas o meu cabelo. Ao acordar e vê-lo bem para cima com cara de sono eu percebo que aquilo é uma das maiores características de uma das minhas etnias.
O último fato relacionado a ele foi quando minha irmã me aconselhou a passar uma tal de Guanidina no cabelo para retirar o volume. Caí na besteira e comprei o tal produto que vinha com um símbolo da radioatividade estampado no pote. Realmente reduziu o volume, ficou fácil de pentear (o que sempre foi o meu problema e coisa que nunca fiz durante a infância). Depois, trancei e neste final de semana resolvi tirar as tranças. O cabelo quebrou todo e metade dele saiu como um sujeito com câncer. Resultado: realmente o produto reduziu o volume, mas não da maneira que eu gostaria. Vou encerrar essa história por aqui ou esse texto vai ficar maior do que os fios de cabelo que restaram em minha cabeça.
Fale com o Alex: revolucionario341@hotmail.com
*Alex Jordan tem 22 anos e é estudante de Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo no Centro Universitário Jorge Amado, em Salvador-Ba. Colabora semanalmente com o Blog desde 2007.

criado por Murilo Gitel
20:54:02
Arte Gráfica: Zeca de Souza/TVE-Ba
Por Alex Jordan
Não que minha vida esteja essa maravilha toda, nem maravilha está. Tá legalzinha... Dá para quebrar um galho, pegar um cineminha quando encontro alguém que esteja interessada em ir, o que tem sido difícil, e quando encontro, acabo assistindo filmes dos quais não gosto como “Jogo de Amor em Las Vegas” (nem lembrava o nome, recorri ao Cadê para deixá-los bem informados), “Viagem ao Centro da Terra” (quê graça tem assistir um filme que é 3D se não pode vê-lo em 3D?), “Dot.com” (filme de comédia portuguesa, preciso falar mais alguma coisa?) e “Arquivo X” (embora eu goste da série é inegável que foi o pior filme que assisti este ano). Sim, antes que me pergunte, preferi a comédia romântica.
O único filme que salvou nessas férias foi “Batman - O Cavaleiro das Trevas”. Realmente o filme contou com atuações impecáveis de Christian Bale (Batman) Gary Oldman no papel do tenente Jim Gordon, Aaron Eckhart como o promotor público Harvey Dent, que depois... Não, não irei contar (hushushus) e o tão comentado Heath Ledger, do qual nem é preciso dizer qual era o seu papel no filme. O quê! Você não sabe? Sinto muito então, vai continuar sem saber, não assiste TV não é? Mas ainda faltam muitos filmes para eu assistir.
Voltando ao que eu queria explicar no inicio do texto e acabei me empolgando, e fugindo completamente, embora minha vida não tenha melhorado significativamente, aquelas coisas que sempre aconteciam comigo saíram de férias também. Logo, tenho encontrado muita dificuldade para ter sobre o que escrever. Então falarei das coisas que não atingem apenas a mim, mas a uma grande parte de pessoas (hushushus), o popular “todo mundo no mesmo buraco” (sem segundas intenções para os empolgados).
Li uma matéria que falava de um projeto de lei que obrigaria os feirantes a não vender mais bananas por dúzia ou cacho, mas por quilo. Com a medida, o valor não será mais “a preço de banana” uma vez que ficará quase duas vezes mais caro, sendo vendidas a peso. Não entendeu? Vou colocar para a nossa realidade, uma vez que a lei só atingirá São Paulo, por enquanto.
Lembra-se do tempo em que o pão era 10 centavos e que não pesava no orçamento de casa? Pois é, depois entrou aquele papo de que o pão teria que ter 50 gramas e que isso não estava ocorrendo. E com esse argumento, em vez de fiscalizar as padarias, as obrigaram a vender o pão por peso. Resultado, o preço subiu mais do que quando tinha a crise do trigo na Argentina, e quem acabou entrando pelo cano? Eu! Só que não fui o único, uma vez que esse é um dos alimentos mais consumidos por nós, brasileiros, devido a nossa tradição cristã.
Posso citar mais um caso, do qual não me ferrei sozinho, só que este nem se deram ao trabalho de inventar uma desculpa, o Salvador Card. Antes você tinha o seu Smart Card, que lhe permitia pagar metade da tarifa nos ônibus metropolitanos de Salvador. Para ter um, precisava ser estudante e passar por todos aqueles processos burocráticos, além de pagar um valor que não me recordo no momento. O Smart não parecia ser tão esperto e alguém tido como João Bobo acabou nos fazendo de palhaços.
Paralisação de ônibus, depredação, estudantes nas ruas, mas não teve jeito, pagaram meia antecipada para ir aos quintos.
Para a história do cinema fazer sentido, ou então não fazer sentido algum, vou contar como acabei dançando com esse Salvador Card. Antes, como recebia diariamente o dinheiro do transporte, pegava carona ou dependendo do lugar iria a pé. Resultado, um dinheiro que era pouco, mas, juntando durante a semana já garantia um cinema. Êta cara que só vai a cinema! Como parei de beber, não me resta muitas opções para levar alguém para se distrair um pouco. Juro que torci a favor do cartão esperto, não por que beneficiava a mim, mas por que não tinha lado negativo da história. Já o cartão que leva o nome da capital baiana é excludente. Eita! É ironia demais para mim. Nós merecemos!
*Alex Jordan tem 22 anos e é estudante do sétimo semestre de Comunicação Social com ênfase em Jornalismo no Centro Universitário Jorge Amado, em Salvador-Ba. É coloaborador do Blog desde 2007.

criado por Murilo Gitel
19:49:48
Arte gráfica: Zeca de Souza/TVE-Ba
Por Alex Jordan*

Desrespeito: página do MSN destaca times que estão atrás do Vitória na tabela.
Pouco antes da final da Copa do Brasil entre o Sport Recife e o Corinthians, o jornalista Luciano do Valle fez críticas ferrenhas a colegas de profissão (com e sem diploma) que mantêm a postura de que o nosso país se resume apenas ao estado de São Paulo. A cada dia, mais pessoas percebem essa tendência paulista. Antes era comum ver apenas nordestino reclamar de tal atitude, falo isso porque sou baiano e não conheço outra região, ainda.
Com a explosão de blogs, onde cada um escreve o que bem pensa sem passar por censura, edição e outras atividades que acabam modificando a idéia original, passei a ver muitos cariocas protestando contra a cobertura dada por emissoras televisivas aos times do Rio de Janeiro. Segundo eles, os times paulistas ganham uma cobertura diferenciada (privilegiada).
A prova disso é todo o estardalhaço que se faz com o “timão”. Quando o alvinegro paulista perdeu o campeonato para o “Leão da Ilha”, por exemplo, Cléber Machado consolou a torcida do Corinthians, desrespeitando o mérito do time da capital pernambucana. O Corinthians perdeu, não foi o Sport que ganhou...
Sem mencionar o desespero de Cléber quando o rubro negro fez o segundo gol. Se você, caro leitor, ainda acha que estou exagerando, abra o site do MSN após um dia de jogo do time de maior torcida do estado de São Paulo. Verás que não estou mentindo. Lá vai estar uma bela foto de algum jogador comemorando um gol, com uma manchete do tipo: “confiram o resultado do Corinthians, e os outros jogos da segunda divisão”, ou seja, o Corinthians e os demais times da Série B, que por sinal só começou a ter certa atenção, depois que os times paulistas começaram a cair da primeira divisão.
Não estou aqui protestando contra o time, mas, sim, contra a maneira da qual os meios de comunicação noticiam determinados clubes paulistas.
O Vitória está fazendo uma campanha brilhante, (sou Bahia: que isso fique registrado), e que atenção eles deram? Procuram qualquer outro assunto, mas não mencionam a campanha surpreendente do “segundo maior time baiano” e único representante do estado na série A. Eles o ignoram completamente. Não é exagero de minha parte. Vejam esta foto da página inicial do site! Tem foto do São Paulo, que está a três pontos do time da Bahia, mas o Vitória, cadê?
Gostaria de saber até quando vai continuar esse desrespeito. Antes, argumentavam que a discriminação era por conta da migração, e agora? Jornalistas, empresas que dizem ser profissionais fazem esse tipo de coisa. Não é exagero, é a gota d’água. Cansa ver esse tipo de atitude e ficar quieto. E sei que minha indignação é a mesma de pessoas de todos os estados do país. Não quero saber de audiência, de números, de Ibope.
Se não conseguem ser imparciais com o esporte, que credibilidade tais empresas podem ter quando o assunto é mais sério.
Quantas vezes ouvi, li e vi matérias sobre Macapá, por exemplo? E vocês, viram alguma vez? E sobre Rio Branco, Mato Grosso, Palmas? Quando é que vamos ser bombardeados com a tríplice nacional: São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro.
O país é grande, por tal razão não pode noticiar fatos de todos os lugares? Fica o desafio para estimular a criatividade nesse tempo em que o interesse sobre jornais cai em toda parte do mundo, e junto com ele, a credibilidade dos veículos de comunicação.
Antes que alguém venha dizer que esse texto é xenófobo, digo que é justamente o contrário, pois nele pretendo mostrar e mostro com exemplos reais essa exclusão que já se tornou comum. Não me importa os interesses de Luciano do Valle ao fazer tais críticas. Ao menos não neste texto, mas sim o que ele disse.
Tais jornalistas deveriam ter se atentado que eles têm compromisso com o público e que hoje em dia não cabe mais a frase feita “contra fatos não há argumentos”. Pois existem várias maneiras de se mostrar um fato, a que espero ver é a mais responsável e respeitosa possível.
*Alex Jordan é natural de Salvador, tem 22 anos e cursa jornalismo nas Faculdades Jorge Amado e ou Centro Universitário Jorge Amado e ou Unijorge. Colabora com o blog desde 2007.

criado por Murilo Gitel
16:21:01