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criado por Murilo Gitel
16:51:22
Meu primeiro livro já está no forno. Em parceria com o colega e amigo Alex Jordan - colunista aqui do Blog - a obra será um perfil histórico sobre Benjamim Ferreira de Souza, um dos baianos mais aguerridos durante o período da Ditadura Militar no Brasil, os chamados "Anos de Chumbo", que durou de 1964 à 1985.
Trata-se também de nossa Tese de Conclusão de Curso (TCC) na faculdade de jornalismo. Nos formaremos em julho de 2009 e publicaremos o livro, que contará com entrevistas reveladoras em relação a tudo o que já foi escrito a respeito das duas décadas de opressão promovida pelos militares, apoiados por diversos setores da sociedade, dentre os quais boa parte dos próprios grupos de comunicação.
É mais um grande objetivo perto de ser concretizado. Ao mesmo tempo, empregamos o exercício do caráter do jornalismo já mencionado por Cláudio Abramo, no que diz respeito a colaborar com o desenvolvimento da sociedade, publicando um conteúdo de interesse público, que visa prolongar a memória sobre uma das páginas mais delicadas da história do País.
"Os sonhos não envelhecem".

criado por Murilo Gitel
21:19:26Foto: Fillipe Hernandes

Os erros ortográficos da placa são apenas detalhes quando o assunto é a Tubaína.
Estive em Dias D'Ávila, à 56Km de Salvador no último domingo (6), acompanhando o time juvenil do Galícia na Copa 2 de Julho. É no estádio Cajadão, situado neste município, que os profissionais do azulino irão mandar os jogos do Campeonato Baiano da Segunda Divisão, que começa no próximo dia 20.
Mas este tópico não foi criado para que eu fale de futebol. O assunto aqui é mais gelado, doce e armazenado em garrafas de cerveja. Não, não é de cerveja que irei falar desta vez. A protagonista aqui é a Tubaína, aquela espécie de Kisuco gaseificado que já fez parte da infância de muitas crianças baianas, mas que já está quase em extinção.
Para quem não sabe, Dias D'Ávila é a terra da melhor água mineral da região Nordeste. Nesta cidade, próxima de Salvador, as donas de casa lavam as roupas da família com água mineral. Acreditem! Também é de lá a principal fabricante e distribuidora da Tubaína - tão venerada pelo meu amigo 'mequetrefe' Alex Jordan, colunista aqui do blog. Eis os sabores mais procurados da bebida: tuti-fruti, limão e guaraná. O preço? R$1 a garrafa.
Detalhe: o engradado com 24 garrafas sai por apenas R$13. Vantagem para os comerciantes, que lucram muito com a bebida boa e barata, certo?
Errado. No século 21, com o boom da publicidade e propaganda, a Tubaína está virando artigo de museu, perdendo cada vez mais espaço para os refrigerantes daquela famosa marca norte-americana.

criado por Murilo Gitel
00:13:13Foto: Marcelo Min/Fotogarrafa

A fiscalização contra os camelôs é constante na 25 de Março.
Quem já esteve em São Paulo e jamais comprou um artigo da Rua 25 de Março, que atire a primeira pedra! Brincadeiras à parte, o local está certamente entre os mais procurados para o consumo de produtos nacionais e importados no Brasil. O baixo preço oferecido pelos comerciantes, consequência direta da ausência de pagamento de impostos e do contrabando faz com que milhares de pessoas, diariamente, circulem pelos centros comerciais, galerias e bancas, com destaques para os aparelhos eletroeletrônicos.
Estive lá nesta segunda-feira (1/7) e pude comprovar mais uma vez o que as pessoas já comentavam. De fato, a '25' é uma verdadeira tentação. Perfumes importados que costumam ser vendidos nas lojas dos shopping's por R$120 podem ser encontrados na Galeria Pagé po R$26. Um MP5 sai por R$120, enquanto os MP 4 mais baratos já são vendidos por R$50.

Em quatro horas de peregrinação pela localidade, vi de tudo um pouco. Três abordagens dos agentes fiscalizadores aos camelôs não credenciados seguidas de muita correria; vendedores de massageadores testando o aparelho nos transeuntes e sem avisá-los (o que acaba causando muita confusão para os que não têm muito senso de humor...); calcinhas à R$1 e um chinês com uma fotografia espelhada do maior contrabandista da história do país, Lan Kin Chon, exibida como um pôster em uma galeria onde belos relógios são vendidos a partir de R$8. Só para citar alguns exemplos.
- Olha o rapa! Corre! Toma vergonha na cara, filho da p..., vai prender ladrão, dizia um dos ambulantes, correndo com a mercadoria enrolada em uma lona.

Um estudo recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 45% dos trabalhadores brasileiros estão no mercado informal, sem carteira assinada. Estes dados refletem os números alarmantes de desempregados no país. Na 25 de Março, onde há muito trabalho também, boa parte destes homens e mulheres de várias faixas etárias suam muito todos os dias para ganhar o pão de cada dia, e a problemática da falta de pagamento quanto aos impostos e do contrabando ilegal ganham, assim, margens para discussões mais complexas, que os governos deveriam tratar com mais seriedade.

criado por Murilo Gitel
20:20:59Foto: Murilo Gitel - 28/06/2008

Cerca de 2 mil Osasquenses curtiram o show de Fábio Jr.
A exemplo do que ocorre em Salvador, a diversidade musical é uma das características marcantes aqui de São Paulo. Prova disso foi o último final de semana, quando uma série de shows de diversos segmentos de nossa música sacudiram a capital paulista. Em Osasco, onde estou até o dia 3 de julho (quando retorno à Bahia), a prefeitura promoveu um show gratuito com Fábio Júnior. O evento marcou a inauguração da Avenida João Goulart. Cerca de 2 mil pessoas encararam o frio para ver de perto o intérprete/galã.
Duas coisas: a promoção do evento foi extremamente eleitoreira, haja vista que o prefeito Emídio é candidato a reeleição, somada ao fato de que, segundo boa parte da população, com a qual eu tive a oportunidade de conversar, shows de caráter nacional, gratuitos, não foram constantes durante os últimos quatro anos cá na cidade...
Por outro lado, é muito bacana quando as camadas mais desfavorecidas socialmente podem ter acesso a atrações como esta. É um direito previsto na Constituição, inclusive.
De sábado para domingo, artistas como Ana Carolina, Lô Borges e Ney Matogrosso também se apresentaram nos palcos de Sampa. A força do pagode local foi representada pelos grupos Art Popular e Pique Novo, enquanto a bandeira sagrada e profana do samba foi defendida pela imortal Dona Ivone Lara, acompanhada dos mestres Luís Carlos e Martinho da Vila.
Bom demais!

criado por Murilo Gitel
20:13:47