Blog do Murilo Gitel

Uma mistura de literatura e jornalismo. Editor responsável: Murilo Gitel - estudante de Comunicação Social com Jornalismo nas Faculdades Jorge Amado, estagiário na TVE-BA e na Assessoria de Imprensa do Galícia Esporte Clube.

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Uma mistura de literatura e jornalismo. Editor responsável: Murilo Gitel - estudante de Comunicação Social com Jornalismo nas Faculdades Jorge Amado, estagiário na TVE-BA e na Assessoria de Imprensa do Galícia Esporte Clube.
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Terra Blog

04.08.08

Meu primeiro filme


Caboclo pediu, Alabê tocou acaba de ser finalizado. Este é o meu primeiro filme. Trata-se de um documentário concebido inicialmente para ser um trabalho acadêmico, mas que ganhou ares fílmicos graças ao profissionalismo da colega e editora Daiane Sales. As imagens registram uma sessão de caboclos - entidades espirituais indígenas e sertanejas, realizada no primeiro semestre deste ano, no terreiro de Candomblé Ilê Axé Teodomin (Nação Ketu), na localidade de São João do Cabrito, bairro de Plataforma, Subúrbio Ferroviário de Salvador.

Além da direção do curta, o blogueiro atuou como repórter cinematográfico. Mas o trabalho não existiria sem uma equipe competente formada pelos também futuros jornalistas Alex Jordan (colunista do Blog), Clara Corrêa, Daiane Sales, Michelle Brazil e Uilton Conceição.

O principal objetivo de Caboclo pediu, Alabê tocou é tornar pública a importância dos alabês nos rituais do Candomblé. Eles são os responsáveis pelos toques de atabaques e todos os demais instrumentos musicais que tenham a capacidade de evocar Orixás, Caboclos, Eguns e todos os demais guias. É a relação destes toques com os pontos cantados, somados com o ritual em si que formam o foco do nosso doc.

Numa cidade formada por mais de 80% de negros, atrás em todo o mundo apenas de Lagos-NIG é curioso que a ignorância reine quando o assunto são os rituais oriundos da ancestralidade do continente africano. Pelo menos nos últimos três séculos têm sido assim. O homem branco demoniza os cultos dedicados aos deuses da África e as igrejas católicas e pentecostais povoam o imaginário de crentes alienados por meio de mitificações segregadoras, em se tratando de Século XXI.

Daí a importância da obra. Um muito obrigado bem especial ao Babalorixá João Carlos Ferreira, ao alabê Antônio (Pai Grilo), ao caboclo Raio de Sol, ao Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao) da Universidade Federal da Bahia (Ufba), ao cineasta e professor Serafim Corrêa,  aos frequentadores do terreiro Ilê Axé Teodomin, moradores do bairro de Plataforma e ao curso de Comunicação Social do Centro Universitário Jorge Amado, na figura do coordenador Bernardo Carvalho.

Em breve no Youtube!

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